Respeito não se compra, se conquista

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NÃO EXISTE PASSE DE MÁGICA para uma marca ser conhecida, reconhecida e respeitada. Nem endosso de celebridade, nem campanha premiada em festival internacional ou divulgação bilionária na mídia são capazes de comprar aquilo que só é possível de se obter conquistando.
Uma marca falar que é respeitada, de si para si própria, é uma coisa. Agora, ser valorizada pelos outros é bem diferente. Por isso, conquistar o respeito é tão complexo. É uma troca, um movimento, um processo mútuo que, para fazer sentido, pressupõe reciprocidade: alguém praticando e outrem reconhecendo.
Falando em sentido, o campo semântico da palavra merece atenção: envolve conceitos valiosos para o desenvolvimento de relações construtivas, como gentileza (compostura, educação, amabilidade), comprometimento (obediência, cum­primento, compromisso) e valorização (reconhecimento, consideração, admiração). E, no mundo dos negócios, vem sempre acompanhado de reputação, ativo poderoso para a boa performance de lideranças e de marcas.
Mais que uma fala, respeito é uma prática aferível na qualidade daquilo que é oferecido ao mercado, na transparência do que é comunicado, na sustentabilidade do que é produzido e descartado, na governança e no compliance com os seus stakeholders, e na confiança estabelecida com os seus clientes e consumidores. Respeito é ética, segurança de dados, idoneidade, capacidade de ultrapassar as expectativas e de garantir que a experiência proposta seja entregue com excelência, zelando por seus princípios e preservando os direitos de todos.

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Ninguém se encanta com marcas desrespeitosas, que prometem e não cumprem, que divulgam, mas não entregam, que só falam, mas não ouvem. E esse é um desafio e tanto para os gestores, especialmente em uma sociedade que tenta lidar com a intolerância generalizada e com as polaridades de opinião; que tenta combater a comunicação violenta e a discriminação; que quer ser mais inclusiva e mais responsável socialmente, mas ainda tem muito o que aprender.
Segundo a jornalista Mignon McLaughlin, “ouvimos apenas metade do que nos é dito, entendemos apenas metade disso, acreditamos em apenas metade do que entendemos e lembramos apenas da metade do que acreditamos”. Respeitar é estar atento, identificar oportunidades e estar lá na hora certa para construir conexões memoráveis, afetivas, efetivas e idôneas e, assim, surpreender. Isso dá trabalho e demanda investimento: são pequenas conquistas, o tempo todo, em um processo contínuo: é preciso mapear, planejar, organizar, implementar, ouvir as percepções, analisar, incorporar os aprendizados… e começar tudo novamente.
Todo mundo gosta de ser respeitado, e respeita as marcas que respeitam.
E você, com todo o respeito, o que está fazendo quanto a isso?

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