O Brasil tem a minha confiança. E a sua?

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Chegamos ao fim de 2021, mais um ano em que fomos privados do nosso direito de ir e vir, e ver e ser visto. Apesar das tentativas da grande imprensa em disseminar o pânico, começamos a retomar as nossas rotinas e as demonstrações de afeto, que caracterizam a nossa humanidade e tanto nos fazem falta. Sim, voltamos a viver.
Quando analisamos a série de notícias e imagens disseminadas a respeito do nosso País, observamos conotações dúbias, o que dá margem a polarizações, a mil interpretações, a governos e políticos déspotas, que querem mostrar a sua força de comando, mas que pouco fazem pela população.
Apesar da turbulência, começamos a despertar para um novo tempo, no qual o Brasil, principalmente o Estado de São Paulo, se destaca como uma referência mundial em vacinação.

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Conforme dados da Universidade de Oxford, o Brasil é um dos quatro países que mais doses aplicou no planeta. O que isso mostra para nós? Em primeiro lugar, o engajamento brasileiro à causa e ao controle da pandemia causada pela Covid-19. Aliás, isso é algo que a nossa grande mídia deveria reconhecer, pois estamos paulatinamente nos recuperando, porém, o viés escolhido é a depreciação permanente e infatigável de nossas qualidades.
Da mesma forma que olhamos para algumas regiões do globo terrestre como referências em alguns assuntos, podemos fazer o mesmo sobre o que oferecemos de bom para o mundo.
Um exemplo recente são os protocolos sanitários, o próprio comportamento e os cuidados, como o uso do álcool em gel, inclusive disponível nas entradas de estabelecimentos e mesas de restaurantes.
Nossos colegas de outros países, inclusive provenientes do denominado primeiro mundo, mostraram-se espantados com a nossa higiene e os cuidados que temos nos restaurantes e em outros locais públicos.
Em contraponto ao que acontece na Europa e nos Estados Unidos, plásticos e envelopes embalam os talheres e a orientação é utilizar luvas de plástico para pegar os talheres nos bufês. Não é assim que ocorre lá fora.
É necessário termos um olhar mais patriota e isento e até mesmo de compaixão com nossas virtudes. Temos muitas coisas boas a reconhecer, e proteger, no nosso País, mas a cantilena da maledicência é a mesma. Isso é triste. Se nós brasileiros não reconhecermos os nossos frutos, quem o fará? Vamos esperar alguém de fora olhar para nós e reconhecer tudo o que temos e somos? É caridade o que esperamos?
Nosso solo é fértil. Prova disso é ver o esforço que as empresas têm feito nesses praticamente dois anos em que avançamos décadas no quesito tecnologia a serviço das necessidades do cliente, como vimos no Prêmio CONAREC 2021. Os resultados atestam a vocação de todos, por meio de um conjunto de cases, ideias e melhores práticas que resultaram na satisfação do cliente e no aumento do NPS. 

Presenciar grandes práticas e iniciativas de desenho de jornada do cliente justamente reitera a nossa visão de que o Brasil, que já foi pátria mundial de relacionamento, tem todos os elementos para fazer de 2022 um período que mostre ao mundo que a melhor experiência para o cliente tem por aqui um celeiro de melhores práticas, ideias e inovações incessantes”

Em 2022, esperamos muito mais. Aliás, no ano que vem teremos muito a comemorar. Não será um ano como os demais, pois será um período para plantarmos o nosso futuro e valorizarmos a nossa história. Teremos o bicentenário da independência, um marco para a liberdade de qualquer nação. Isso é algo que precisamos comemorar. Afinal, foi quando o Brasil teve a sua “alforria”, se tornou gente grande e começou a caminhar realmente com as próprias pernas, sem a influência de terceiros.
Iniciaremos o próximo ano com a comemoração dos Cem anos da Semana de Arte Moderna, uma das maiores manifestações artístico-culturais realizadas por nós e que projetou muito da nossa força artística para o mundo.
Os grandes feitos da nossa história precisam ser lembrados e comemorados. São o nosso legado e com base neles construiremos o nosso futuro.
Autenticidade, adaptabilidade e versatilidade são atributos a serem observados por todos nós, conforme destacou o neurocientista Beau Lotto, keynote do CONAREC. A tecnologia será cada vez mais utilizada para atender às necessidades do cliente, de acordo com cada momento da sua vida.
Para 2022, inovar continua sendo a palavra de ordem, independentemente do setor ou da categoria de atuação. Nós humanos somos motivados pelas necessidades fundamentais como conveniência e segurança. Isso não vai mudar, ao contrário, será continuamente reforçado, de acordo com David Mattin, fundador do New World Same Humans, também keynote do CONAREC.
Das tendências para o próximo ano, sabemos que o consumidor deve permanecer no centro das estratégias. A tendência é que a experiência seja alterada de acordo com o comportamento e o gosto expressados pelos dados. Um ponto de atenção são os algoritmos, que devem ter a sua atuação limitada pela conexão humana e autenticidade. Aliás, os clientes já mostram a carência da conexão humana, ao ponto de uma das tendências ser a busca por companheiros virtuais. Aqui questiono o motivo de buscarmos companheiros virtuais quando, muitas vezes, temos um ser humano ao nosso lado.
A conveniência on-demand com um conceito de sustentabilidade é algo a ser trabalhado, o que reflete também a transparência da empresa. Atender às necessidades do cliente é algo premente.
Presenciar grandes práticas e iniciativas de desenho de jornada do cliente justamente reitera a nossa visão de que o Brasil, que já foi pátria mundial de relacionamento, tem todos os elementos para fazer de 2022 um período que mostre ao mundo que a melhor experiência para o cliente tem por aqui um celeiro de melhores práticas, ideias e inovações incessantes.
Que em 2022 possamos trilhar um caminho mais otimista, mais personalista e defendendo as cores brasileiras como inigualáveis. Eu acredito no Brasil, e você?

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