UMA NOVA VISÃO DA PREVIDÊNCIA PRIVADA NO BRASIL

Primeira prevtech brasileira quer mudar a indústria dominada
pelos bancos começando pela linguagem que, segundo o CEO,
é simples, mas está escondida nas nomenclaturas complexas

Por Tempo de leitura: 3 minutos

ENGENHEIRO DA COMPUTAÇÃO, Antonio Rocha trilhou mais de dez anos de carreira corporativa para criar um colchão financeiro e dedicar-se ao sonho de empreender.


Nascido em Teresópolis (RJ), em uma família de classe média baixa, ele se espelhou no pai para criar o próprio negócio. Vendedor de uma loja de construção, embora ganhasse pouco, o pai conseguiu pagar uma escola particular para o filho. “A habilidade dele de guardar dinheiro, de forma recorrente ao longo da vida, foi muito importante e me marcou muito.”


Rocha juntou a vontade de empreender e fazer algo com propósito e, norteado pelo pensamento de como conseguir criar uma fintech que, de fato, ajudasse as pessoas a poupar, lançou, no início de 2021, com Rodrigo Neves, a Onze.


“Queremos transmitir duas mensagens: urgência e possibilidade. A previdência pública já passou por uma reforma e passará por outras. Essas reformas são boas para o Brasil, mas ruins para o brasileiro. Afinal, fica cada vez mais difícil de o brasileiro médio se aposentar. Por isso, as pessoas precisam ser donas da sua poupança, do seu futuro”.


Com um nome curto, fácil de ser lembrado e o propósito de mostrar que nunca é tarde demais para fazer algo, a empresa focada em oferecer uma solução de previdência privada e saúde financeira começou a atuar com planos corporativos, nos quais o desconto é feito direto na folha de pagamento.


UMA LÓGICA SIMPLES

O processo de contratação é feito por meio de uma plataforma 100% digital e sem burocracia. Para completar, a primeira prevtech do Brasil escolheu trabalhar com uma linguagem simples e divertida. Afinal, a complexidade e a existência de múltiplos regimes são uma barreira para compreender os produtos.

 

“Por muitos anos, o mercado vendeu complexidade para empurrar produtos financeiros ruins. O produto é simples, mas está escondido atrás de nomenclaturas complexas. Nas apresentações de todos os planos corporativos, a Onze dedica parte do tempo para explicar os conceitos, sem entrar nas siglas. Qualquer pessoa, após cinco minutos de explicação, consegue saber o que é certo para ela.”

 

Segundo o CEO, ao utilizar o aplicativo, não é necessário escolher VGBL, PGBL, regressivo ou progressivo. O cliente responde a algumas perguntas e o aplicativo informa o mais indicado. “Isso elimina 90% dos erros mais comuns de previdência, que são as pessoas alocarem no plano errado.”

 

A seguradora parceira é a suíça Zurich e o cliente pode escolher entre os mais de 20 fundos de investimentos, nos quais o dinheiro será alocado.

 

Um dos diferenciais da startup é que todos os colaboradores das empresas-clientes da Onze, mesmo aquele que não possui o plano de previdência, têm acesso gratuito à solução de saúde financeira. Inclusive, é possível marcar uma consulta com um planejador financeiro a qualquer momento.

 

AMBIÇÃO DE MODERNIZAÇÃO

Tudo o que a Onze desenvolveu para o mercado corporativo, em breve, estará disponível para as contratações de pessoas físicas. Já no primeiro semestre deste ano, a Onze lançará a solução B2C.

 

Rocha e o sócio querem modernizar e fazer reestruturações importantes no produto, tais como utilizar o saldo da previdência para a fiança locatícia. “Por lei, a pessoa poderia utilizar o saldo da previdência, mas ninguém viabilizou isso no Brasil. Nós iremos viabilizar”, antecipa o CEO.


Atualmente, a prevtech possui cerca de 40 empresas que somam 20 mil colaboradores. Para 2022, a meta de crescimento é agressiva e consiste em alcançar mais de 100 empresas, acima de 50 mil vidas e ultrapassar R$ 1 bilhão de patrimônio.


Hoje, aos 38 anos, ele vê a entrada no segundo ano de operação da Onze e a contribuição ao futuro dos brasileiros. “Daqui a 25 anos, eles vão agradecer por terem tomado a decisão quando entraram na empresa.”

Antonio Rocha,
CEO e
cofundador
da Onze

Um dos maiores desafios é as pessoas olharem a previdência como um negócio tradicional. Elas têm receio de inovar. Ainda vemos empresas com planos corporativos grandes, malgeridos e a resistência em mudar”

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