Entre algoritmos e vieses, onde fica nossa liberdade?

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FOLLOW PEOPLE THAT YOU disagree with.” Ouvi essa frase há uns meses no documentário The Social Dilemma (Netflix) que me fez refletir muito sobre as nossas escolhas – e sobre liberdade. A ideia de livre arbítrio é que as pessoas tenham a capacidade de escolher e controlar suas próprias ações. No entanto, Spinoza acreditava que nossa ideia de liberdade é apenas porque não sabemos as causas de nossas ações. 

Os algoritmos hoje podem nos deixar míopes. A tecnologia não é imparcial: são pessoas – com seus próprios vieses – que estão por trás, ou seja, a IA reflete os padrões de pensamento de quem a criou. Aliado a isso, fake news, polarização política, idolatrias. E nós tendemos a aceitar a realidade que nos é apresentada.

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No entanto, tudo é relativo. Relativo a contexto, a objetivo, a perspectiva. A ciência funciona procurando contraevidências, tentando negar teorias, encontrar falseabilidade. Mas a mente humana não funciona assim. Nós, frequentemente, procuramos o viés de confirmação, buscamos apoio para nossos pontos de vista.  Quando nós experimentamos uma inconsistência interna entre dois pensamentos, sentimos uma dissonância que é desagradável. Nós queremos que as coisas se encaixem, não queremos tensões; evitamos informações que desafiem nosso viés.  Para mim, isso é até irracional, uma vez que, para defendermos uma opinião, precisamos conhecer a opinião contrária. Apenas quando saímos do senso comum – e do nosso próprio – é que podemos fazer descobertas, evoluir. Mas isso requer um olhar questionador. Distanciar-se da questão e tentar encará-la além das nossas certezas.  Na Hyper, gostamos de pensar em como gerenciar as polaridades de um mundo complexo e ver oportunidades em polos opostos em vez de isolacionismo. Resolver criativamente a tensão entre ideias, gerando uma nova que contém elementos das outras, mas é superior a ambas.  Seguir pessoas que discordamos parece um bom começo para formarmos uma visão mais crítica, além de nossas crenças e vieses.
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