Uma conversa sobre a força da coletividade

Fundadora da consultoria de tendências Dezon

Por Tempo de leitura: 2 minutos

      Discutir sobre propósito e coletividade despertam questionamentos, sentimentos e inquietações que pulsam fortemente. O que aconteceu com a união entre as pessoas? Onde está o senso de comunidade e por que isso nos parece tão distante? As respostas podem ser complexas e, muitas vezes, variáveis de acordo com os pontos de vista levados em consideração nas discussões.

      Dos primórdios da humanidade até hoje, percorremos por séculos de guerras e organizações sociopolíticas distintas. No século 20, a partir de teorias da psicanálise defendida por Jung e estudos sociológicos sobre o processo de globalização, um detalhe se sobressai: a individualização do ser humano e, com ela, a aparição da disputa entre os desejos pessoais versus os coletivos. Qual deles deve ser priorizado? Coletividade e busca por propósito são realidades urgentes para aderirmos tanto na vida em sociedade quanto em empresas, marcas e organizações. “Propósito” responde pela ideia de objetivo, razão, função e determinação. É fundamental, portanto, se esquivar da busca puramente pessoal e reconhecer as oportunidades para solucionar desafios de grande escala, já tão complexos e intrínsecos em nossas estruturas sociais, políticas e econômicas. Em 2020, a plataforma The Drum, com a Adobe, lançou um relatório que aponta a colaboração criativa como a próxima ordem mundial. Aliadas ao desenvolvimento da tecnologia, é preciso que as empresas rompam com hierarquias, cargos quase imutáveis e processos ultraburocráticos.

      

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Há um bom tempo, aposto em mobilização social, junção de causas e no fato de que todos os negócios do amanhã serão fundados pelos princípios de cooperação e união. As respostas aos problemas de hoje também estão dentro destes mesmos pilares. Integridade, estabilidade e segurança precisam estar configuradas no topo das agendas das marcas, organizações e corporações. O pai da neurologia vegetal, Stefano Mancuso, ensina em seu livro A Planta do Mundo (2021) que a colaboração acontece em mais de 80% da vida na Terra – uma porcentagem correspondente apenas ao reino das plantas. Ao contrário delas, baseamos nosso modo de vida a partir da luta da espécie animal, que representa apenas 0,3% de todos os seres vivos. As plantas estão interconectadas e sempre tomam conta umas das outras. Elas, inclusive, se organizam para cuidar e suprir necessidades de suas irmãs mais frágeis ou comprometidas. Como as plantas, é preciso aprendermos a investir na colaboração, interligação e coletividade, ainda que tais princípios soem intangíveis. Para saber mais sobre o tema, consulte o estudo completo no meu Instagram.

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