O consumidor Z traz mais conflitos do que promessas

Head de Pesquisa e Conteúdo do Grupo Consumoteca

Por Tempo de leitura: 2 minutos

   Já não é de hoje que a geração Z vem estampando capas de revista para trazer o frescor que se espera de cada grupo que ocupa o posto de juventude da vez. Os primeiros nativos digitais do mundo vêm sendo apresentados na mídia como aqueles que trarão soluções para problemas antigos de ordem global.

   Afinal, estamos falando daqueles que cresceram no mundo da informação em fluxo. Do aquecimento global ao valor da diversidade, estes jovens já colocam o pezinho na vida adulta munidos de muita informação, que coloca a sociedade sob constante estado de vigilância e desconstrução. É fato que, em 2022, não dá para ser um jovem alienado – nem por escolha.

   No mundo normal deles, as redes sociais são como uma via pública engarrafada onde há sempre alguém com um megafone com um novo ponto de vista e causa que pode ser aprofundada e debatida. Graças a isso, temos acesso a vozes potentes como Greta Thunberg e Malala. Cada uma com sua causa e história, ensinam aos seus contemporâneos que todo pequeno consumo ou atitude está impregnado de visões políticas.

   Por isso, sempre que se fala nos consumidores da geração Z há uma expectativa de um consumidor extremamente politizado que checa embalagem de tudo e prega o minimalismo por onde passa.

   

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  Mas existem visões muito equivocadas aí. 81% dos jovens brasileiros acreditam carregar a responsabilidade de contribuir positivamente à comunidade em que vivem segundo dados levantados pela McCann Worldgroup no ano passado. Essa responsabilidade tem um peso.

   Apesar do excesso de informações e opiniões às quais têm acesso, se sentem impotentes diante de tantas questões emergentes no mundo contemporâneo. Estes jovens sentem que herdaram um mundo danificado pelos antecessores e não esperam carregar o fardo de heróis mundiais. Além disso, iniciar a vida profissional em um contexto tão pouco favorável à prosperidade os coloca mais atentos às próprias questões pessoais do que coletivas.

   46% dos jovens Z latinos classificam consumismo como a principal característica da própria geração segundo pesquisa do Grupo Consumoteca. O consumidor Z tem muitos desejos, mas vive um conflito interno enorme. Ele espera transparência e ética nas relações – mas sem ter que renunciar aos cupons de desconto de grandes varejistas de trabalho duvidoso

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